À Deriva

 

À Deriva

 

Um caminho nem sempre se mostra à nossa frente; nem sempre o que vemos é o trilho a seguir e às vezes – mas só às vezes – vamos dar a uma encruzilhada: à deriva.

Quando entrei no labirinto tudo parecia fácil, chegar do ponto A ao ponto B; no entanto, por mais que tentasse estar descontraído a viagem mostrava-se sinuosa e mesmo impossível.

A certa altura senti-me sem energia, como se tivesse gasto todo o combustível e apenas tivesse o vento – uma pequena brisa – para me fazer prosseguir o caminho; o centro do labirinto seria a descoberta do caminho, o local a chegar: seria?

Desconcertado, fiquei ali quão barco apenas com as velas à mercê do vento para continuar; chegar aonde fosse que tivesse que chegar – já não sabia qual seria o destino ou o ponto B.

Deixei de estar aprisionado ao ego, ao turbilhão de coisas que me passavam na cabeça e simplesmente deixei-me estar ali, sossegado, no momento presente.

Estar à deriva nem sempre tem de ser negativo; na maioria das vezes é o quanto basta para nos livrarmos do lastro e degustar cada segundo que passa, cada momento: momento presente.

É bom respirar profundamente, novamente, sem qualquer esforço e estar apenas: estar!

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