Olhares

Sérgio Costa Vincent - Olhares

Foto: © Sérgio Costa Vincent

Perco-me na imensidão do teu olhar,
onde cada segundo inunda o meu ser,
avassaladoramente sem controlo –
quem disse que queria controlar
seja aquilo que for?

Há quem diga que os olhos,
essa janela para a alma,
podem ser a perdição:
serão verdadeiramente? –
sei que me perco neles.

Trespassas-me com o teu olhar,
eu não me importo,
deixo-me contagiar,
preencher, conquistar.

Será um vício?

Quero perpetuá-lo,
reter tudo aquilo que me transmite,
permanecer refém do mesmo,
jogar fora a bússola,
deixar-me corromper.

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