Ode ao Amor

Ode ao Amor

Foto: © Sérgio Costa Vincent

Tenho um segredo que já sabes,
Uma confissão que te percorre;
No teu interior, no teu sangue.

O meu coração bombeia velozmente,
Vorazmente o combustível,
Aquilo que me percorre:
A culpada és tu, só tu! –
Estás a ouvir-me?

Doí-me o corpo e a alma,
Num movimento perpétuo,
Bilateral e preenchedor:
O que sinto;
O que sentes –
Eu que o (me) sentes!

O nosso segredo ninguém sabe,
Jamais o conseguem vislumbrar:
É só nosso:
Nosso!

Partilhamos a ligação mais inalcançável,
O sentimento mais nobre de conseguir,
Aquele que tantos de nós buscam:
Estamos ligados pelo amor;
Pela paixão que nos consome as entranhas;
A existência quase partilhada:
Isto é o nosso amor.

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