Fiel ou Infiel?

Flickr - Amanda Deckij

Foto: © Flickr – Amanda Deckij.

Este é um tema polémico e ao mesmo tempo tão em voga nos nossos dias: ser fiel, ou ser infiel?

Na minha opinião grande parte das pessoas castra-se com estes pensamentos, como se estivessem num muro, e não soubessem para que lado cair: querem fazer o que lhes apetece, mas sentem a pressão da sociedade que os coage a atuar de uma forma correta: ser fiel! – embora isto seja apenas aparente, por grande parte destas pessoas, sofre de falso puritanismo; ou seja, age protocolarmente de acordo com as normas morais, e depois dão as célebres escapadelas de hora de almoço e/ou final do dia – quem é que não ouviu a célebre desculpa das reuniões noite dentro, ou os almoços de negócios. Os negócios existem, mas são muitas vezes de cariz orgásmico.

Ser confrontado com esta informação, assim de rompante pode ser quase perturbador, mas não é à toa que muitos dos hotéis na nossa capital tendem a ser utilizados como o local do crime, o que na verdade é apenas uma forma de libertar tensões – dirão algumas destas pessoas; e refiro-me a qualquer combinação de géneros: homem e mulher; homem e homem ou mulher com outra mulher – sim, porque o “fruto proibido é o mais apetecido”.

Vidas duplas?

Sim, poderão ser vidas duplas, traições, infidelidade ou aquilo a que quisermos chamar, mas não nos podemos esquecer que se isto tem lugar, algo se passa no seio do casamento – direi eu.

Aborrece-me o falso puritanismo, e os pseudo-casamentos perfeitos que se fazem apregoar por aqui, e por ali, mas que na verdade – embora nem todos – sejam meras fachadas: podem ser por comodismo, dependência económica e um sem fim de outras variáveis que servem de desculpa para a libertação: divórcio – e cada um ser feliz da forma que bem entende.

Todas as sociedades têm os seus cânones, as suas regras morais, mas o que me incomoda e me faz uma certa “confusão”, é a tentativa de formatação: casar, ter filhos, e por consequência dar netos – então e a felicidade, e o prazer? Será que temos todos que ser máquinas para cumprir e suprir os desejos dos nossos progenitores?

Posso dizer-te uma coisa: solta as amarras, escapa dos grilhões que te amedrontam e vai em frente – seja qual for o caminho que escolheres – na tua senda, rumo à felicidade; é que se te deixares estar no “muro” – entre o ser fiel e infiel, estás a hipotecar a tua vida e daqueles que te rodeiam.

O medo é apenas algo invisível que nos impede de tomar decisões; por mais duro que seja sê fiel, pelo menos em relação a ti mesmo, e vai em frente: vive (te); sê fiel a ti mesmo!

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