Amigos: Verdadeiros ou Falsos?

Amigos - Verdadeiros ou Falsos
© Foto retirada da Internet

Tenho estado a meditar; a pensar na panóplia de amigos que tenho, e que todos nós temos – imagino. Cheguei a uma pergunta: até que ponto os amigos são verdadeiramente amigos?

Será que os verdadeiros amigos são aqueles que nos passam a mão pela cabeça; que dizem que está tudo bem, quando na verdade está tudo um caos, será?

Cheguei a várias conclusões, que pensei serem apenas minhas, mas em conversa com outras pessoas, os verdadeiros amigos, concluímos que afinal a verdade é outra: são em situações complicadas, quando temos problemas que constatamos os verdadeiros amigos que temos, esse é o grande desafio, que por vezes nos deixa triste – quando vemos que um “amigo”, na verdade não passava de um “conhecido”. Isto já nos aconteceu a todos.

Um verdadeiro amigo é aquele que está lá, a teu lado nos momentos mais complicados da tua vida, que partilha a tua dor, que muitas vezes te faz ver as coisas de uma forma mais positiva, e que te ajuda a ir mais longe, mais além.

Jamais alguém assim vai desdenhar do teu sucesso; antes pelo contrário, vai ficar feliz por ti, vai dar-te os parabéns e celebrar – porque as vitórias, por mais pequenas que sejam, sabem melhor partilhadas.

Afasta-te daqueles “amigos” que te criticam permanentemente, sem nada acrescentarem à tua vida e rodeia-te daqueles que tecem argumentos validos, como que alicerces que te podem ajudar a ir mais além, a ser melhor, a enfrentar os desafios que tens pela frente – esses sim, valem a pena.

Há uns anos tive um amigo que, hoje sei que era apenas um “conhecido”, e ainda por cima negativo, criticava tudo o que fazia, como se cada ação que empreendesse fosse à partida uma ação falhada. Demorei bastante tempo a perceber que nem sequer sabia o que estava a fazer, nem porque o fazia; embora numa conversa mais tarde, e depois de o ter confrontado, o mesmo me tenha dito que sentia inveja, algo que era mais forte do que ele, das pequenas conquistas que eu conseguia. Ainda hoje penso como será a vida de tal pessoa; como será que consegue enfrentar cada dia, visto que se alimenta da energia “dos outros”. Espero que esteja bem, que tenha evoluído; que tenha olhado mais para si, e depois para os outros. A este tipo “fujam”, para longe; podem também conversar e afastar-se; sim, porque uma “fuga para a frente” nem sempre é o método mais eficaz. O que pretendo dizer com isto é que são personalidades que vos irão esgotar, e retirar toda a positividade que existe dentro de cada um que está a ler este texto.

Cada vez mais há que “separar o trigo do joio” e cuidar de quem nos é próximo, de quem sabemos, “a pés juntos” – e com provas dadas -, que podemos confiar; que podemos confiar-nos, sem prejuízo de termos de nos tornar diferentes.

Sê fiel a ti mesmo! Conserva e cuida os teus verdadeiros amigos, só assim damos um passo em frente rumo a uma vida ainda mais feliz.

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